quarta-feira, 4 de novembro de 2009

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Olhava para os lados, perdida, procurando alguém com quem pudesse conversar em meio àquela multidão de mulheres que, como ela, procuravam alí uma resposta para a pergunta que, no fundo, estava na cabeça de todas.

Eram muitas vozes gritantes, falando assuntos sem importância, envaidecendo-se com uma beleza irreal, feita de silicones e celulites escondidas. E ela ali, cada vez sentia-se mais perdida e desinteressada.



Foi quando, sem pensar duas vezes, abandonou o local, rapidamente entrando pela primeira porta onde havia claridade e sossego. Ela levou a mão em direção a um livro preto, foi quando sentiu o toque de outra mão, na mesma direção. A primeira reação foi um sorriso (e os dois pensaram a mesma coisa: "lindo").



Dali seguiram conversando, horas e horas, falando tudo e nada. Sentindo o que evitavam dizer, com um olhar que não se desviava e as bocas se estremecendo levemente. Até que ela, tentando fugir do que era inevitável, disse que precisava ir embora. Ele a acompanhou até a porta, pegando em sua mão, e deixando um cartão que dizeia todas as formas de encontrá-lo. Ela, após um intenso suspiro, se despediu e foi embora com a esperança de ver mais uma vez aquele lindo sorriso que tanto lhe chamou atenção.




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